O Auditório do Museu Municipal da Caminha acolheu no passado sábado, dia 28 de março de 2026, o seminário "A camarinha em Caminha e na Galiza", para divulgação desta planta de ecossistemas costeiros de Portugal e Espanha.
A iniciativa foi organizada em conjunto pela Associação de Defesa do Património COREMA e pelo Centro de Ciências do Mar e Ambiente (MARE), com apoio do Município de Caminha e reuniu investigadores e especialistas de Portugal e da Galiza que partilha de dados ligados à divulgação da camarinha, sua história e desafios da sua conservação atual.
O programa teve início às 9h30 com uma primeira sessão de três palestras, sendo a primeira sobre ‘A história da defesa da camarinha’ por José Gualdino Correia Presidente da COREMA, seguida da apresentação sobre ‘A história da Mata do Camarido’ por Ana Isabel Lopes, investigadora do CITCEM da Faculdade de Letras da Universidade do Porto. Seguiu-se a apresentação ‘O Projeto Emc2 na divulgação e conservação da camarinha’ por Alexandra Abreu Lima, investigadora do MARE/ARNET e do Instituto Nacional de Investigação Agrária e Veterinária (INIAV, I.P.).
No final da manhã, a segunda sessão de palestras teve uma apresentação sobre a ‘Conservação de camarinha na Mata do Camarido: propagação e caracterização fitoquímica’, por Francisca Moreira, aluna de Mestrado da Escola Superior Agrária de ponte de Lima, do Instituto Politécnico de Viana do Castelo. A última palestra da manhã foi ‘A camariña en Camariñas: Historia, dinámica e conservaçao’, por Mateo Pasantes Campaña da Universidade da Corunha.
A partir das 15h00, o seminário prosseguiu com uma visita à Mata do Camarido para ver os locais onde em outubro de 2025 foram introduzidas, em diversos locais da Mata, cerca de 5000 camarinhas, iniciativa que nessa altura contou com o apoio de alunos e Professores de escolas de Caminha, voluntários da COREMA, escuteiros de Seixas, Gestor da Mata Nacional do Camarido (ICNF) e um grupo de sapadores do ICNF. Estas plantas foram obtidas por estacaria nos viveiros Raíz da Terra - Âncora, que foi parceiro da iniciativa, de modo a aumentar o número de plantas desta espécie e assim impedir a sua extirpação em Caminha.
Deste modo, a COREMA e o MARE prosseguem em colaboração com diversas entidades a divulgação e a conservação da camarinha, planta que por apenas existir em Portugal e Espanha é um endemismo ibérico, com valor ecológico e cultural, constituindo um património natural a preservar.
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